segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Domingo com pesados pensamentos


Esse Final de Semana foi corrido, alguns acontecimentos decorrentes de não ter acontecido nada, um dialogo louco a respeito de uma relação diferente de todas.

É estranho ser cobrada por algo que não existiu e se não existiu, pra quê cobrar?
O medo da perda tem um sabor amargo, mas ao mesmo tempo é exoticamente interessa, pois passamos a valorizar o que até ontem era banal.

O fato é que não há explicação para as coisas do coração.

Existe uma música bem interessante, ela explica mais ou menos o que sinto quando não estou bem com a pessoa que amo, e parece que de tanto procurar motivos e causas, acabo que me encontrando perdida entre razões e emoções.

“Poema do grande Cazuza e do glorioso Frejat”, exprimem esse sentimento:

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás.

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